Salinas - Parque Estadual dos 3 Picos - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!

País - Brasil - Rio de Janeiro Bookmark and Share

Salinas - Parque Estadual dos 3 Picos

Altitude Máxima: 2316 metros.

Altitude Mínima: 860 em Nova Friburgo

Temporada ideal: Maio a Agosto

Outros locais do roteiro:

  • Pico Maior
  • Pico Menor
  • Capacete
  • Pico Médio
  • Caixa de Fósforos
  • Seio da Mulher de Pedra
  • Cabeça do Dragão.
  • Forma da obtenção dos dados:

    Através de GPS, por Pedro Hauck. Georreferenciamento e Wikiloc.

    Mais informações sobre este roteiro:


    O Parque Estadual de Três Picos, também conhecido como Salinas, é a terra da escalada tradicional do Brasil.

    Com vias de parede de várias enfiadas e proteções afastadas, Salinas é a felicidade e desespero de vários escaladores, tudo depende se você está ou não acostumado com vias longas num estilo que convencionou chamar de "Estilo Salinas".

    A via mais tradicional no local é a Leste no Pico Maior. Aberta em 1974, tem 700 metros de altura e tem grau acessível, 5 Grau. Entretanto a dificuldade técnica não o maior agravante em Salinas. Esteja preparado para esticar a corda e saiba como interpretar bem o caminho, interpretando a linha que você pretende escalar, pois é comum se perder na parede.

    Leia quais são as situações mais comuns de se encontrar em Salinas e prepare-se:


    Friaca: Os Três Picos estão numa altitude acima dos 2 mil metros, o Pico Maior, inclusive, é a montanha mais alta da Serra do Mar. De dia pode fazer calor, mas à noite não, no inverno é normal geada ao amanhecer. O frio, no entanto, acompanha os escaladores parede acima nos dias nublados: é preciso escalar com uma segunda pele e um anorak corta vento.

    Exposição: Quem escala em Salinas precisa se acostumar com a exposição: vias fáceis têm apenas uma ou outra proteção fixa por enfiada. Significa que o escalador se protegerá apenas uma ou duas vezes em 50 ou 60 metros de corda. Geralmente, os trechos mais difíceis são mais bem protegidos. Mas, às vezes, a proteção só é possível depois que você escalou determinado lance. Isso acontece porque o conquistador preferiu chegar a um lugar confortável, onde foi possível usar as duas mãos para bater um grampo. Na via Leste, no Pico Maior, isso acontece bastante.

    Perder-se na parede: Chapeletas e grampos são mais escassos numa escalada tradicional. Estes equipamentos não servem apenas para proteger, mas também para te guiar. Na ausência de proteções fixas, muitas vezes seguimos um caminho diferente daquele percorrido pelo conquistador, e terminamos em lugares totalmente diferentes. Interprete o croquis ao pé da letra!

    Interpretar mal o croqui: Não “ler” o croqui corretamente significa se meter em perrengue. O Guia de Salinas, escrito por Sergio Tartari, é fidelíssimo. Porém, às vezes, interpretamos mal o desenho e entramos em locais errados.

    Veneno: Esticões de corda, associados à gente que se perde na parede, resulta em veneno quando você descobre que está no meio do nada. Controle seu psicológico e não deixe-o derrubar.

    Roubada: Como não bastasse enfrentar a exposição, interpretar mal o croqui e se perder na parede, você ainda pode passar por outras roubadas. Dependendo da sua sorte, o fácil pode ficar difícil se você não se atentar ao croquis, às condições de tempo e ao grau de exposição, duração e grau técnico da via.

    Queda: Por se tratar de vias expostas, o escalador que vai a Salinas não pode pensar em quedas. Além disso, ele tem que escalar um nível bem acima do grau técnico das vias de lá. Volta e meia, nestas vias, há trechos difíceis (que chamamos de crux) que são bem elevados e expostos. Se você estiver bem, vale a pena enfrentar. Mas não caia.

    Noites longas: Interpretar mal o croqui, se perder e passar medo são situações que tomam muito tempo dos escaladores aficionados que nunca desistem – como nós. O tempo, no entanto, não para, e quando nos damos conta, já é noite. É normal ver algumas “cordadas dormirem no cume ou na parede”. Com a friaca que faz na região, estas noites nunca são bem dormidas. E são longas, muito longas.

    Passeio: Não é apenas de dificuldade que vivem os relatos das escaladas de Salinas. A verdade é que os perrengues rendem boas histórias, e às vezes nos esquecemos de dizer o quanto foi divertido “passear” pelas vias dessas belas montanhas: escalei uma dezena de vias por lá e a maioria foi um passeio. Aliás, o bom de lá é isso: poder passear por algumas vias e conhecer o seu limite em outras. São poucos os lugares no Brasil onde há uma concentração tão grande de vias longas. Por isso Salinas é um paraíso.

    Acordar cedo, enfrentar a friaca da manhã, escalar qualquer via, viver intensamente a montanha, ver o por do sol do cume (e descer à noite para comer uma pizza no refúgio do Sergio Tartari), tomar uma cerveja artesanal e contar histórias de montanha para os amigos que estão por lá é tudo de bom! Por isso que Salinas é um dos melhores lugares do Brasil para a escalada tradicional.

    Além dos acessos às principais escaladas. Neste tracklog temos os seguintes acessos:

    • Estrada do Rio de Janeiro até a entrada do Parque Estadual dos Três Picos
    • Tracklog da Cabeça do Dragão
    • Tracklog para o Capacete
    • Tracklog para acesso ao Vale dos Frades e Branca de Neve
    • Tracklog para a Caixa dos Fósforos
    • Tracklog para a Pedra do Seio da Mulher de Pedra

    Nos Anexos consta os croquis das seguintes vias:

    • Leste; Pico Maior
    • Devaneios do Repouso; Capacete

    Veja Mais:

    :: Escalando a Face Leste do Pico Maior de Friburgo (relato)
    :: Para escalar grandes vias


    Veja esse roteiro no Google Earth:

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