Acesso a Lagunas Bravas - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Acesso a Lagunas Bravas
 Arquivos disponíveis:
Trekking moderado
Montanhismo fácil
Montanhismo moderado

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Acesso a Lagunas Bravas

Temporada ideal: De Outubro a Março

Como Chegar: Aproximação 4x4 em dois veículos

Outros locais do roteiro:

  • Vulcão Paso Cerrado
  • Sierra Nevada de Lagunas Bravas
  • Sierra de Aliste
  • Lagunas Bravas
  • Lomas Coloradas
  • El Morado
  • Sem nome
  • Panteón de Aliste
  • León Muerto
  • Forma da obtenção dos dados:

    Via GPS 64S por Pedro Hauck em Outubro de 2015.

    Mais informações sobre este roteiro:


    A região das Lagunas Bravas é uma região que concentra dezenas de montanhas acima dos 5 mil metros e permite uma experiência muito interessante ao andinismo da região da Puna de Atacama. A maioria destas montanhas tem poucas ascensões, muitas delas foram escaladas pela primeira vez há pouco tempo. Como foi o caso dos 6 mil daquela região: Cerro Colorados (escalado pela primeira vez em 2006), Vallecitos (2006) e Sierra Nevada (2014).

    O acesso à região de Lagunas Bravas se dá pelo vale do rio Juncal em uma estrada que começa na rodovia C173, próximo à localidade de La Ola que por sua vez fica a 60 km da aduana de Maricunga, pertencente ao complexo fronteiriço de San Francisco, local que deve ser visitado antes, pois ali é necessário deixar a autorização do Departamento de Fronteiras e Limites do Chile (DIFROL) que é feita pela internet sem burocracia, sendo necessário apenas ter duas cópias impressas do mesmo. Uma cópia fica com você e outra com os Carabineros de Chile.

    A estrada de inicio é bem mantida, mas ela vai apenas até uma barragem no rio Juncal pertencente a uma empresa de mineração. Depois dali há um trecho com areia que termina em uma cachoeira, num local a estrada dá lugar à um caminho 4x4. Nesta cachoeira começam as travessias pelo rio Juncal, que apesar de no inicio darem certa insegurança, são boas, pois o subtrato do rio é pedregoso e há pouco risco de atolamento.

    :: Leia o relato de aproximação pelo vale do rio Juncal - Blog do Pedro Hauck

    O vale torna-se encaixado e vira um canyon e nesta forma ele vai até o fim, onde está a nascente que é termal. Ali fica a Terma Del Juncalito com duas construções rudimentares que serve como abrigo para passar a primeira noite a 4200 metros de altitude.

    O acesso às lagunas bravas, no entanto, se dá 2 kms antes das termas, em uma rampa que dá acesso à Pampa de lós Cuyano. Há duas rampas, uma de descida (primeira para quem vem de La Ola) e uma de subida (a segunda). É necessário ter cuidado para não escorregar na areia e capotar o veículo. Recomenda-se verificar se há pedras na trilha, pois é preciso subir com embalo.

    Uma vez vencido este obstáculo, chega-se à tal Pampa de los Cuyanos que é um planalto com chão duro e pedregoso onde é possível andar com velocidade pelas trilhas de pneus. Estas trilhas acabam em uma estrada mineira feita com motoniveladora. Em épocas com neve é preciso ter cuidado, pois a estrada mineira é rebaixada e acumula neve. No entanto é possível dirigir fora dela desviando das manchas de neve.

    Esta estrada continua rumo ao norte, atravessando o paso do Aliste. No entanto é necessário ficar atento, pois para ir às Lagunas Bravas é preciso sair da estrada em uma entrada nada obvia que desce rumo ao salar de Piedra Parada que é uma baixada com um salar cheio de flamingos.

    A trilha passa perto do salar, bordejando ele até certo ponto, onde é necessário subir novamente e realizar uma transposição para outro lago salgado, o Jilgero. Esta transposição é um momento delicado, sendo necessário passar por areais e outros locais com muita costela de vaca.

    Uma vez realizada a transposição, chega-se à Laguna de Jilgero, que é bordejada pela direita, num local com muito areal. Tome muito cuidado, pois ali eu atolei o carro em 2015 e só pude sair com ajuda de outro carro.

    Cruzando Jilgero, começa a subida para transporte esta laguna e chegar na Bayo. Este divisor de águas é mais fácil que o anterior, mas é necessário tomar cuidado com manchas de neve.
    Dali o caminho continua, mas com muita areia. É preciso embalar e manter a velocidade para vencer o último divisor de águas, que é o entre a Laguna Bayo e a Laguna Brava. O divisor é extenso e a descida para o outro lado é bem mais íngreme. Dali se terá uma vista privilegiada do Vulcão Lagunas Bravas e do Cerro Tridente, que é o que faz a fronteira com a Argentina.
    Confira abaixo as montanhas que se pode escalar realizando esta aproximação:

    ::Vulcão Paso Cerrado

    ::Sierra Nevada de Lagunas Bravas
    ::Sierra de Aliste
    ::Lagunas Bravas
    ::Lomas Coloradas
    ::El Morado
    ::Sem nome
    ::Panteón de Aliste
    ::León Muerto




    Veja esse roteiro no Google Earth:

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