Torre da Prata - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!

País - Brasil - Paraná Bookmark and Share

Torre da Prata

Altitude Máxima: 1453 metros.

Altitude Mínima: 34 metros em Alexandra

Temporada ideal: Inverno

Outros locais do roteiro:

  • Serra da Prata
  • Torre da Prata
  • Forma da obtenção dos dados:

    Via GPS Marcelo Brotto, 2012.

    Mais informações sobre este roteiro:


    A Torre da Prata é o ponto mais alta da Serra de nome Homônimo. Ela se ergue por mais de 1500 metros do nível do mar em Matinhos, representando um dos maiores desníveis topográficos do Sul do Brasil.

    Por se tratar de uma trilha com tanta subida, é uma montanha que exige bastante fisicamente. Apesar do ressalto topográfica, boa parte da subida se dá numa altitude baixa, onde o calor passa a ser uma dificuldade, principalmente nos meses fora do inverno.

    Em 2011 a Serra da Prata foi palco de uma das maiores tragédias naturais do Brasil, quando durante uma chuva fora do normal, houve enchente e diversas cabeças d’água que arrasaram o relevo. Abriu-se diversas cicatrizes no meio da Serra e a trilha chegou a ser atingida.

    A Serra do Prata faz parte do Parque Nacional Saint Hilaire – Lange. Atenção para o procedimento de registro dos visitantes

    Antes de ir para a trilha:

    a- Leia o Termo de Conhecimento de Riscos e Normas da Trilha da Torre da Prata
    b- Preencha o formulário de Cadastro de Visitantes da trilha da Torre da Prata. Em caso de grupo de visitantes, uma pessoa deve se responsabilizar pelo preenchimento do cadastro e apenas um formulário deve ser usado para todo o grupo.

    Ao retornar da trilha:

    Preencha o formulário de Registro de saída da trilha da Torre da Prata.

    Informações e orientações sobre a trilha da Torre da Prata.

    A trilha da Torre da Prata é uma das mais exigentes da Serra do Mar paranaense. O percurso é longo, existem subidas fortes e trechos íngremes na rocha. É necessário ter bom preparo físico e planejar adequadamente a visita. Fique atento aos caminhantes mais cansados ou lentos e nunca os deixe sozinhos.

    De mochila leve, a subida da Torre da Prata leva de 4 a 6 horas e a descida cerca de uma hora a menos. Estabeleça um horário limite para voltar, idealmente no máximo até às 14h. Volte no horário limite mesmo que não tenha chegado ao final. E tenha sempre uma lanterna e pilhas reservas na mochila.

    De mochila pesada (cargueira), a subida da Torre da Prata pode levar o dia todo. Só suba com equipamentos para acampar no cume se tiver certeza da disponibilidade de espaço. Em caso de dúvida, entre em contato com a equipe gestora do Parque Nacional.

    Monte a mochila de forma inteligente. Evite peso desnecessário e tente, na medida do possível, levar tudo dentro da mochila, embalando os itens em sacos plásticos para protegê-los de uma eventual chuva durante a caminhada.

    O início da trilha da Torre da Prata tem trechos pouco definidos e há várias trilhas secundárias que dificultam a orientação.  A equipe do Parque, em conjunto com o Clube Paranaense de Montanhismo (CPM) realizou a marcação da trilha até o início dos campos de altitude, porém, na dúvida, prefira ir com um condutor experiente ou alguém que conheça bem o caminho. À noite é possível orientar-se pelas fitas refletivas com o uso de uma lanterna (lembre-se de levar pilhas de reserva). Com neblina, porém, pode ser bem difícil encontrar o caminho. A maior parte da trilha é feita dentro da floresta, onde muitos aparelhos de GPS não funcionam adequadamente. Se possível, leve bússola e mapa para auxiliar na orientação.

    Os deslizamentos de terra ocorridos em março de 2011 não afetaram significamente a trilha, porém há dois pontos de erosão bem próximos dela, na segunda metade do caminho. Recomendamos atenção extrema nestes locais.

    As temperaturas na parte alta da trilha frequentemente se aproximam de 0ºC e podem ficar negativas. Leve agasalho suficiente e nunca esqueça o anoraque ou uma boa capa de chuva, mesmo com previsão de bom tempo. A hipotermia é um sério risco para os caminhantes despreparados.

    Se for acampar no cume, use apenas o local de acampamento existente. Não abra novas clareiras, nem faça fogueiras. O espaço acomoda no máximo 2 barracas pequenas (para 2-3 pessoas). Verifique a agenda de visitação junto à administração do Parque e só planeje o pernoite após certificar-se de que há espaço disponível.

    Redobre a atenção e os cuidados em caso de chuva. Trechos íngremes podem ficar muito perigosos, é elevado o risco de novos deslizamentos de solo e o ato de caminhar no solo molhado aumenta bastante o desgaste da trilha. Por essas razões, em caso de previsão de mau tempo, evite percorrer a trilha.

    Leve pelo menos 1,5 litros de água potável por pessoa. Há apenas duas fontes de água ao longo do percurso, uma em um afluente do rio São Sebastião e outra próxima ao cume (porém esta é intermitente e pode desaparecer na época da seca). A água nesses córregos, apesar de aparentemente limpa, costuma ter alta concentração de bactérias, de ocorrência natural, podendo vir a causar doenças. Por segurança, leve para adicionar na água pastilhas purificantes, que podem ser encontradas em lojas de artigos para camping.

    Sob hipótese alguma faça fezes ou urina próximo dos pontos de coleta de água. Mantenha uma distância de pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água e enterre as fezes. Uma boa sugestão é utilizar uma pequena pá de jardineiro. Jamais enterre ou abandone lenços umedecidos, que contêm material sintético cuja decomposição leva muitos anos.

    Se for lavar panelas ou utensílios, raspe primeiro os restos de alimento e junte com seu lixo. Depois pegue água e lave os utensílios longe do curso d’água. Mantenha o curso d’água limpo, sem resíduos.

    Procure se manter na trilha principal. Não abra ou use atalhos. Os atalhos confundem os caminhantes e criam fortes erosões.

    Muitas pessoas vão para as montanhas buscando paz e silêncio. Respeite essa opção. Não faça barulho, principalmente à noite nos locais de acampamento.

    Leve todo o seu lixo de volta, inclusive papéis de bala e pontas de cigarro. Tudo bem embalado para não cair no caminho. Se puder, colabore: ao encontrar lixo na trilha ou no local de acampamento, recolha o que for possível. Assim, você contribui para evitar danos à fauna e manter o ambiente em boas condições.

    Caso encontre alguém desrespeitando a montanha ou os demais visitantes, aproxime-se educadamente e converse, tentando assim conseguir mais um aliado na preservação do meio ambiente e do bom convívio.

    Leia, siga e divulgue as normas de conduta de mínimo impacto em ambientes naturais.
    Contribua com o monitoramento da trilha, relatando qualquer impacto ou irregularidade. Para isso, utilize o formulário “Registro de saída da trilha da Torre da Prata”.

    Conteúdo dos Anexos:


    • Tracklog da trilha de subida da Torre da Prata
    • Mapa da Torre da Prata

    Veja esse roteiro no Google Earth:

    Notícias Relacionadas:

    Quer contribuir com o Rumos?

    O Rumos está aberto a contribuição de seus leitores. Clique para saber mais.

     



    .
    O site Rumos: Navegação em Montanhas é mantido pelo Portal AltaMontanha.com - Consulte nossa Política de Uso!