Huayna Potosi - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Huayna Potosi
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Trekking leve
Montanhismo moderado

País - Bolívia Bookmark and Share

Huayna Potosi

Altitude Máxima: 6088 metros.

Altitude Mínima: 4750m (Zongo)

Temporada ideal: Junho a meados de setembro

Outros locais do roteiro:

  • Chacaltaya
  • Condoriri
  • Illimani
  • Pequeño Alpamayo
  • Forma da obtenção dos dados:

    Trilhas e pontos na montanha foram adquiridos por Pedro Hauck em Julho de 2007 com um Garmin 60 CSx. A estrada de La Paz até Zongo foi georeferenciada em Fevereiro de 2009.

    Mais informações sobre este roteiro:


    É uma montanha bastante procurada por sua rota normal que é facilmente acessível pela estrada até Zongo, que está sempre em boas condições e pode ser percorrida por qualquer veículo, inclusive de passeio.

    O Huayna Potosí, é atualmente o destino de muitos turistas ansiosos para alcançar uma vez na sua vida uma montanha com 6.000 m. Com razão os guias de alta montanha o consideram como seu "plano cotidiano" durante todo o ano. Em 2 dias, saindo de La Paz, se chega ao cume e se retorna para a capital. Por isto dezenas de agências não especializadas oferecem a rota, que é a mais escalada na Bolívia.

    Sem dúvidas, a rota normal é relativamente fácil, principalmente quando a comparamos com a face oeste e a noroeste da mesma montanha. Estas apresentam dificuldades técnicas que só andinistas com boa dose de experiência possuem como requisito.

    Segundo dados da imprensa boliviana, o Huayna Potosí sozinho, absorve cerca de 38% da preferência dos montanhistas estrangeiros que visitam a Bolívia.

    A escalada:

    Apesar de ser popular, o Huayna Potosi requer preparo físico e psicológico do montanhista, além de aclimatação prévia. Aprenda sobre este assunto na seção de saúde dos Artigos do AltaMontanha.com.

    A ascensão começa na região de Zongo, onde há um complexo hidrelétrico. São 2 refúgios principais que existem ali, o Casa Blanca e o Refúgio Huyna Potosi, que oferecem acessos distintos até a região da base da geleira desta montanha, onde elas se unem numa única trilha que leva até a região dos refúgios altos, que também são dois. Para chegar ali, paga-se uma permissão simbólica à índias que fazem controle na trilha.

    Uma vez nos refúgios começa a ascensão pelo gelo. Como o tramo é bastante frequentado, basicamente é seguir os rastros deixados por outros escaladores. Após algumas horas, chega-se a um local plano chamado de acampamento "argentinos" de onde emerge uma parede de gelo, que é a primeira "pala" do Huayna Potosi. Este tramo de gelo apresenta uma certa dificuldade técnica e requer conhecimentos sobre ascensão em gelo.

    Vencido este lança há mais uma travessia que chega na segunda pala. Ali pode-se subir diretamente pela parede de cerca de 300 metros, que hoje encontra-se bastante derretida, ou desviar pela direita e subir por uma crista afiada que deixa os novatos com muito medo, ainda mais se não houver corda fixa neste tramos. Ali é bem simples: Caiu morreu.

    O cume é bastante estreito e afiado e a paisagem que se descortina incrível. Por isso esta montanha é considerada como uma das mais bonitas da Bolívia.

    Trajeto:

    • La Paz - cume
    Rotas disponíveis:
    • Rota normal
    História - Primeiras Escaladas ao Huayna Potosí

    A história do Huayna Potosí é confusa e parece que o grande especialista inglês dos Andes Meridionais, Sir Martín Conway haveria tido dúvidas quanto a geografia deste "senhor" dos Andes Bolivianos.

    Em 1877, quando o francês Charles Wiener e seus companheiros de Illimani fazem uma tentativa de escalada que, como temos visto, se viu coroada com êxito, um grupo de alpinistas alemães tenta a ascensão do Huayna Potosí.

    Sem equipamento, desprovidos de víveres e praticamente sem nenhuma informação, se lançam para o alto desconhecido apesar de sua proximidade da cidade.

    Quatro deles teriam de encontrar um destino trágico, acima dos 5.600 m de altitude; os outros dois, desesperados tentaram uma descida arriscada pelo glaciar.

    Porém a neblina estava ali fazia uma semana e são dois metros de neve profunda recém caída, o que impede uma progressão rápida.

    Depois de 11 dias passados e em condições climáticas espantosas, os dois alpinistas chegam ao colo de Zongo a 4890 m, onde morrem de esgotamento.

    Em 9 de setembro de 1898, outra expedição provavelmente austríaca tenta sua vez na aventura; desceram também depois de 5 dias passados a 5.900 m.

    Em 1919, os alemães R. Dienst e O. Lhose, chegam enfim ao cume da ponta sul, ligeiramente mais baixa que a norte, neste mesmo momento, os italianos e os suíços fazem várias incursões no cume vizinho e fracassam em seu intento, o que os leva ao Condoriri sem lograr maior êxito. Este último se encontra muito próximo do Huayna Potosí.

    A partir de 1940 que os italianos junto com Pietro Chiglione, chefe da expedição chegaram a pisar pela primeira vez alguns cumes vizinhos do Huayna Potosí, como o Taquesi, Cumacutincora e Michuloma, dos quais nenhum chega aos 6000 m. Sem embargo, levando em conta as possibilidades técnicas da época, estas escaladas representam dimensões de verdadeiras explorações que bem podem ser consideradas como façanhas.

    Em 1950, o Huayna Potosí é objeto de uma ascensão internacional; sua proximidade da capital unida a sua beleza fazem dele, junto com o Condoriri, o Illimani e o Illampu, um dos cumes mais cobiçadas da Cordilheira Real.

    Depois das vias normais, sudeste e noroeste, que se unem a um outro cume, as faces oeste as arestas norte se impõem como linha direta para alcançar o ponto culminante. Várias tentativas franco bolivianas, alemãs e americanas, fracassaram.

    Somente em 1969 que o americano, Roman Labat abre uma via lógica até o cume pela aresta Noroeste cortando uma parte da face oeste. Pouco depois, uma equipe alemã faz a aresta integralmente (Rudolf Knott, Peter Schleyer e Otto Ekkehart).

    Em 1970, a verdadeira rota desta face, partindo da base do cume norte, estava por abrir. Ernesto Sánchez e Alain Mesili trataram de escalar sem êxito, depois de passados 4 dias em péssimas condições climáticas e quase sem material; uma queda de Mesili sob as estrias entre os blocos de gelo deteriora a situação moral e física dos dois escaladores.

    Acima dos 5.600 m., um bloco de pedra corta a corda em várias partes e se decide pela descida. Seriam necessárias 15 horas de cramponagem de descida metro a metro, entre nevascas e trovoadas, pelas pendentes de 55º a 60º graus para chegar à rota principal.

    Em 1977 os franceses Cristian Jacquier, Dominique Chapuis e Christian Charriere, abrem exitosamente a primeira via, pelo extremo lado direito da parede, saindo assim pela parte baixa do pico sul.

    Em julho de 1978, Michel e Jean Affansief traçaram uma via quase idêntica a anterior.

    Em setembro do mesmo ano, Frederic Faure, Guy Challeat, Yves Levy e Alain Mesili, abrem uma via pela borda do cume principal.

    O Huayna Potosí apresenta um atrativo especial, uma atração estética para o alpinista.

    Nestes últimos anos, a via normal tem sido escalada centenas de vezes por temporada, o que é comparável ao Huascarán na Cordilheira Blanca do Peru, o que denota por outro lado uma mudança de atitude no que se refere ao interesse que despertam as montanhas situadas nos confins dos Andes para o europeu acostumado aos Andes peruanos.

    Equipamentos Necessários:
    Veja mais:



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