Falésia do Zé Vermelho - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Falésia do Zé Vermelho
 Arquivos disponíveis:
Selecione um dos arquivos disponíveis
Escalada moderada
Escalada difícil

País - Brasil - São Paulo Bookmark and Share

Falésia do Zé Vermelho

Temporada ideal: O ano inteiro

Outros locais do roteiro:

  • Falésia do Zé Vermelho
  • Forma da obtenção dos dados:

    Atraves do Escalada Brasil e georreferenciamento, sendo necessário melhorias na localização e acesso.

    Mais informações sobre este roteiro:


    Texto Originalmente publicado no Mountain Voices #84 Falésia do Zé Vermelho Texto por Antônio Bortoleto e Paulo Menezes Croqui por Paulo Menezes

    A história desta falésia começa no primeiro semestre de 2002. Os escaladores locais, Paulo Menezes e Luís Ribeiro, insatisfeitos com a ausência de áreas de escalada próximas ao local onde moravam, passaram muitas tardes procurando novas possíveis áreas na região entre Pindamonhangaba, Tremembé e Taubaté.

    Foi assim, então, que acabaram por descobrir a Falésia do Zé Vermelho no Bairro do Piracuama, em Pindamonhangaba. O nome vem de um antigo morador da fazenda Santa Emília, que morava em uma casa próxima à falésia. Após uma grande jardinagem feita na base da rocha foi uma boa surpresa descobrir que a parede apresentava várias formações de agarras com batentes, regletes, abaulados e até mesmo alguns buracos. A extensão da falésia (+/- 120m) e a sua variação em partes positivas, verticais e algumas passagens em tetos, garantiam várias possibilidades de vias. Assim como em outras áreas do estado e da região, a rocha é do tipo granítico.

    Com sua eterna disposição e muito braço, Paulo conquistou, na marreta, a primeira via do local. Uma linha vertical, de 20m, que se torna levemente negativa à medida que vai chegando ao final, terminando com um "dominiozinho" técnico. Sobe, mas não Cai (7a), já é uma das preferidas dos freqüentadores. O estilo da via é similar às demais conquistadas neste setor, isto é, vias longas e bem diluídas com boas opções de agarras. Chapeleiro Maluco (6sup), Treta Certa (7a), Olho de Thundera (6sup) e Toca do Marimba (7a) são também boas pedidas.

    A partir do final de 2003, com a participação de Antônio Bortoleto, (e de uma muito bem vinda furadeira) foram equipadas e liberadas outras vias. Essas são de estilos variados, mesclando longas buscadas em negativos com passagens técnicas em verticais. As vias Rock das Aranhas (7b), Buraco da Bromélia (7b) e A Vaca do Zé (7c) compartilham diferentes linhas em um teto largo com passadas explosivas. Num outro setor mais à direita ficam as vias Manga Rosa (7b/c), e Crux Credo (7a), que são um bom quebra cabeça de técnica e posicionamento.

    A falésia tem uma orientação oeste, com direito a pôr-do-sol, mas apenas as vias do teto e as vias mais à direita (Manga Rosa) têm sombra das árvores à tarde. Na parte de cima da falésia há ainda bastante vegetação e deve-se ter cuidado com grandes bromélias, principalmente na hora do rapel.

    Com cerca de 20 vias, variando desde o 4º grau até 7 sup, com uma boa diversidade de estilos e técnica, e fácil acesso, a falésia está se tornando berço para toda uma nova geração de escaladores na região e das redondezas. Outras áreas estão em desenvolvimento que contam com algumas vias já equipadas.

    Acesso:

    Para se chegar ao local deve-se seguir pela Rodovia que liga Taubaté a Campos do Jordão (saída km 118 Rod. Dutra). Nesta seguir até a saída para Pindamonhangaba (Km 25), um pouco antes do posto policial. Seguindo por esta estrada, após cruzar o trilho de trem pela primeira vez, o portão da fazenda estará na primeira curva para esquerda (+ ou – 300m do trilho), do lado esquerdo da estrada, (portão baixo, de grade de arame). A partir do portão uma caminhada de 15 min. leva até a casa do sr. Gilmar, atual arrendatário. Seguir em frente 600m, contornando um morro pela esquerda até um portão de arame. Virar à esquerda e seguir até um bambuzal para entrar na trilha à direita. A trilha aberta também por Paulo atravessa um trecho de vegetação de arbustos passando pelo crânio que deu nome à via Vaca do Zé.

    Contéudo do Anexo:

    • Ponto em kml da localização da Falésia do Zé Vermelho
    • Croquis das escaladas da Falésia do Zé Vermelho



    Veja esse roteiro no Google Earth:

    Quer contribuir com o Rumos?

    O Rumos está aberto a contribuição de seus leitores. Clique para saber mais.

     



    .
    O site Rumos: Navegação em Montanhas é mantido pelo Portal AltaMontanha.com - Consulte nossa Política de Uso!