Chaupi Orco - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Chaupi Orco
 Arquivos disponíveis:
Trekking leve
Montanhismo moderado

País - Bolívia Bookmark and Share

Chaupi Orco

Altitude Máxima: 6044 metros.

Altitude Mínima: 3590 em Pelechuco

Temporada ideal: De Maio a Setembro

Outros locais do roteiro:

  • Palomani
  • Akamani
  • Forma da obtenção dos dados:

    Via GPS 62s Pedro Hauck e Maximo Kausch em Agosto de 2014.

    Mais informações sobre este roteiro:


    O Chaupi Orco é certamente uma das montanhas mais belas Bolívia. Ela é a única a atingir os 6 mil metros de altitude na Cordilheira de Apolobamba, uma cadeia montanhosa que se distingue por ter mais montanhas nevadas e escarpadas além de ter muitos lagos e rios com águas cristalinas. Seu cume serve de fronteira natural entre a Bolívia e o Peru.

    Esta montanha está localizada ao norte de La Paz, numa jornada de mais de 350 km que apesar de não ser distante é longa, devido às condições da estrada ainda não pavimentada. Leva-se entre 10 e 12 horas da capital boliviana até Pelechuco, cidade base para toda a cordilheira de Apolobamba.

    Pelechuco é uma cidade bonita e histórica, mas bem pequena e com infraestrutrura turística muito básica. Em 2014 haviam apenas dois hotéis, muito simples, localizados na praça central da cidade. Não havia restaurante confiável, então cuidado com a alimentação. Tanto o autor deste texto quanto amigos que lá estiveram optaram por fazer sua própria comida no hotel com seu próprio fogareiro.

    No entanto é raro alguém escalar o Chaupi Orco sem ir com uma agência ou guia, como o autor fez e o motivo para isso é o fato de que nesta região as pessoas não são muito receptivas com estrangeiros, não falam espanhol e também é muito difícil estar ali sem um bom carro 4x4 e quem conheça os caminhos.

    Estando em Pelechuco, a aproximação ao Chaupi Orco se faz através de uma precária estrada 4x4 que passa por 3 passos montanhosos, onde é necessário além de um bom veículo, muita perícia, pois esta estrada é muito perigosa. Este caminho começa na cidade, atravessando o rio e descendo o vale em sua margem esquerda. São 40 km de Pelechuco até a Laguna Soral, onde se deixa o carro e começa a aproximação à pé.

    Aproximação

    Um vez em Laguna Soral, o trekking de aproximação começa subindo o vale do rio que deságua na laguna. Ali é um local frequentado por locais, pois há um garimpo mais para cima. A trilha até a base da montanha e do garimpo é a mesma até certo ponto. Fique ligado quando passar ao lado de umas casinhas. A partir daquele ponto haverá um vale com cachoeiras na direita, onde se pega uma trilha discreta subindo uma crista.

    Após um pouco de caminhada esta trilha fica mais visível, mas ela se perde novamente no começo de um glaciar. O caminho tende a te levar até o gelo, mas não se engane a trilha vai por cima, passando discretamente por uma encosta com rochas soltas. Mesmo discreto, o caminho é muito bem consolidado. Observe atentamente o tracklog para não se perder.

    Este vale termina em uma bela lagoa, onde a maioria das expedições fazem seu campo base. Quando o autor esteve lá em Agosto de 2014, ele subiu mais e estabeleceu um acampamento mais próximo da montanha, onde era possível, inclusive, observar bem a rota. Este acampamento fica ao lado da geleira numa moraina, onde não havia sinal de outros acampamentos, sendo necessário preparar o terreno para montar a barraca. Apesar de menos confortável, acampar ali deu a possibilidade de fazer o cume com menos esforço.

    Ataque ao cume.


    A rota do cume que está no tracklog é pela crista principal da montanha. Para chegar ali é necessário encontrar um caminho cruzando a geleira, que se recomenda fazer no dia anterior para não precisar achar uma passagem na escuridão da madrugada.

    O começo da crista é muito ruim, composto de um sedimento glaciar com muita argila e areia e alguns seixos maiores no meio. Como no começo é meio íngreme, é quase uma escalada de barranco. Cuidado!

    Após este trecho começa um acarreo com pedras soltas bastante longo, que termina numa geleira, onde é necessário cramponar. Não precisa de corda, mas cuidado com gretas e com possíveis quedas.  O caminho é obvio pela crista. Há trechos de penitentes e também cornijas. Tenha cuidado.

    Há um pequeno falso cume antes do verdadeiro, então prepare o psicológico. A descida se faz pelo mesmo caminho da subida.

    Equipamentos necessários:

  • Equipamentos de Camping para a base
  • Roupas para frio para o ataque
  • Botas duplas
  • Bastões de trekking 
  • Crampon
  • Óculos para alta montanha
  • Equipamentos para comunicação via satélite


  • Veja mais:

    :: Relato de Pedro Hauck sobre a escalada do Chaupi Orco



    Veja esse roteiro no Google Earth:

    Quer contribuir com o Rumos?

    O Rumos está aberto a contribuição de seus leitores. Clique para saber mais.

     



    .
    O site Rumos: Navegação em Montanhas é mantido pelo Portal AltaMontanha.com - Consulte nossa Política de Uso!