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Capurata
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Trekking leve
Montanhismo moderado

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Capurata

Altitude Máxima: 6014 metros.

Altitude Mínima: 4500 Chungara

Temporada ideal: De Maio a Setembro

Outros locais do roteiro:

  • Guallatiri
  • Acotango
  • Sajama
  • Pomerape
  • Parinacota
  • Nevado Putre
  • Forma da obtenção dos dados:

    Via GPS 62S por Pedro Hauck em Agosto de 2014.

    Mais informações sobre este roteiro:


    O Capurata é junto com o Acotango e o Guallatiri um arco triplo de vulcões elevados na fronteira entre Bolívia e Chile ao lado da estrada que liga La Paz à Arica. Até pouco tempo acreditava-se que esta montanha tinha 5900 metros, no entanto com a ascensão realizada por Maximo Kausch em 2013 foi levantada a possibilidade que a mesmo fosse um 6 metros, o que se confirmou em escaladas posteriores realizadas pelo equatoriano Santiago Quintero e o brasileiro Pedro Hauck, que mesmo com GPS de navegação civil obtiveram a mesma altitude, 6014 metros.

    O motivo do Capurata ter sido considerado apenas recentemente como um seis mil se deu por seu isolamento, pois não há estradas que passam perto dele, sendo necessário fazer um longo ataque ao cume à pé.  Por conta disso, poucas pessoas o escalam.

    Nas ultimas 3 ascensões foram realizadas 3 rotas diferentes. Maximo Kausch fez cume vindo da Bolívia, bordejando o Acontango desde a mina que dá acesso àquela montanha, num trekking sem trilhas que passa por trechos íngremes onde há escaladas curtas.

    Santiago Quintero, por sua vez, também fez cume através do Acotango, realizando uma penosa travessia do cume daquela montanha, de onde ele desceu diretamente até o colo com o Capurata, fazendo os dois cumes num só dia. Coisas que só o Santiago consegue fazer.

    Já Pedro Hauck fez o caminho que está neste descritivo, fazendo uma aproximação pelo Chile, a mesma utilizada para o Guallatiri, porém seguindo à esquerda na ultima bifurcação antes de chegar ao campo base daquele vulcão. Neste caminho é necessário mostrar uma autorização, que se obtém de maneira descomplicada na internet, por meio do Departamento de Limites e Fronteira do Chile, o DIFROL. Este documento é entregue aos Carabineros do Chile em Chungara.

    Neste caminho, a estrada é bem mantida, sendo possível fazer com veículo não tracionado (dados de 2014). No entanto a estrada é bloqueada num determinado momento por deslizamentos de rocha, onde o autor fez dali seu campo base. Uma moto poderia passar por este local e estabelecer uma base mais próxima.

    A partir deste campo base improvisado pode-se realizar o ataque ao cume, se você estiver aclimatado, ou então se aproximar da montanha, num trekking de 4,4 km até o colo, que é um local que costuma ventar bastante e nem sempre há neve por perto. Esta opção é válida, porém também que se considerar a altitude de 5400 metros. Estudo sobre as questões da altitude na seção de saúde dos artigos do site AltaMontanha.

    Uma vez no colo entre o Capurata o Acotango, se inicia o ataque, que  apesar de curto (cerca de 600 metros verticais) é bastante penoso por conta do terreno formado por rochas soltas. O caminho normal é subir bordejando a crista pelo lado boliviano até achar uma canaleta à direita que sobe ao topo da crista, num local onde começa a neve eterna.

    Ali próximo já começa a cratera do vulcão, que é preenchida por gelo que em épocas quentes produz um lago. Cuidado ao atravessar esta geleira por há gretas. Cruzando o centro do gelo, chega-se ao outro lado da cratera, também preenchido por gelo e começa a subida da crista do cume, que apresenta pouca dificuldade, mas requer uso de bota dupla e crampon.

    No cume há uma plataforma aplainada feita pelos Incas há mais de 500 anos e uma espetacular vista para as montanhas vizinhas.

    Equipamentos necessários:


    Veja mais:

    :: Relato de Pedro Hauck sobre ascensão ao Capurata


    Veja esse roteiro no Google Earth:

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