Llullaillaco - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Llullaillaco
 Arquivos disponíveis:
Trekking leve
Montanhismo fácil
Montanhismo moderado

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Llullaillaco

Altitude Máxima: 6739 metros.

Altitude Mínima: Salta (1280m)

Temporada ideal: Setembro-Maio

Outros locais do roteiro:

  • Cachi
  • Pilar de los Pailas
  • Salin
  • Antofalla Sul
  • Antofalla Leste
  • Palermo
  • Socompa
  • Pular
  • Quemado
  • Aracar
  • Quewar
  • Forma da obtenção dos dados:

    Dados da rota argentina obtidos por Gerardo Vilches (Argentina) em novembro de 2010 usando um Garmin Legend Xtre. Estradas, rota sul e rota chilena georeferenciadas por Maximo Kausch em março de 2010

    Mais informações sobre este roteiro:


    Localizado na fronteira entre Chile e Argentina, o vulcão Llullaillaco é a sétima montanha mais alta dos Andes. Seu nome, de acordo com estudiosos na etimologia indígena da Argentina, significa "Água Falsa". Isso talvez se tenha dado por conta da existência de salares na região que ao longe parecem ser lagos.

    Trata-se de uma montanha mística, de grande importância cultural e arqueológica uma vez que na região de seu cume foram encontradas os achados arqueológicos mais altos do mundo. Ali, no ano de 1999, uma equipe de arqueólogos patrocinados pela National Geographic escavou um sitio arqueológico e descobriu 3 crianças incas repletas de adornos.

    As crianças do Llullaillaco estavam em perfeitas condições de preservação devido ao frio constante do cume, que sempre está abaixo de zero grau e também devido à baixa umidade do ar e as condições anaeróbicas que impediram a decomposição da matéria orgânica.

    Este achado reforçou a tese de que os Incas tinham a cultura de subir montanhas mais antiga da humanidade, fazendo ascensões, por motivos religiosos, cerca de 300 anos antes dos europeus. No entanto, com o final do império, esta cultura foi perdida.

    A região onde esta montanha está situado, na Puna do Atacama, é extremamente remota e por isso a primeira ascensão moderna na montanha foi apenas realizada no ano de 1952. Até hoje, pouquíssimas pessoas escalam o Llullaillaco, mesmo depois da fama por conta do sítio arqueológico.

    Esta montanha pode ser escalada tanto pelo lado chileno quanto pelo argentino. Sendo a rota mais popular a chilena.

    Escalada pelo lado chileno:

    A escalada pelo chile requer autorização da DIFROL (departamento de fronteiras e limites do Chile que se faz pela internet). A cidade base por esta rota é Antofagasta. Dali são 150 km até chegar na mineradora La Escondida, que é uma das maiores minas de Cobre do mundo. Cruzando a mineradora, fique atento com o acesso ao Poste 306, no meio do Salar Punta Negra. Siga o tracklog até chegar ao refúgio Conaf (4200 metros), base da montanha. Este caminho requer veículo 4x4.

    A partir daí você está em um parque nacional, que é pouco visitado, mas é uma área protegida.
    Dali se percorre um caminho que anteriormente era minado, mas que foi "limpo" recentemente. Melhor não contar com a sorte e não sair da trilha.

    Uma vez no Acampamento Alto (5600 metros) começa o ataque ao cume.

    Esta rota foi a escolhida por Waldemar Niclevicz que em 2004 escalou a montanha se tornando o primeiro brasileiro a fazer cume no Llullaillaco.

    Escalada pelo lado argentino:

    A cidade base para a escalada do lado argentino é Salta. Dali são 168 km até San Antonio de Los Cobres, onde começa o trecho de estrada de terra na Puna do Atacama. Dali são 215 km até Tolar Grande, último local onde há civilização e onde se deve apresentar uma autorização emitida pelo Museu Arqueológico de Alta Montanha de Salta ao escritório de Turismo ou ao Cacique da cidade.

    Dali são mais 200 km até a base do Llullaillaco que pode ser feito pela Mina La Casualidad (mais longo) ou pela "Corniza", onde se sobe uma costa íngreme depois da estação de trem de Caipe que geralmente tem desmoronamentos e requer habilidade do motorista na direção 4x4 (se informar em Tolar Grande se é possível transitar por ali na época em que for). O montanhista e geógrafo Pedro Hauck descreve com riqueza de detalhes o caminho de aproximação ao Llullaillaco em seu site.

    Importante levar no mínimo 40 litros de combustível extra, pois esta aproximação é demasiada longa e apenas um tanque não é suficiente para chegar e regressar da montanha. Há venda de combustível em Tolar Grande.

    Uma vez no acampamento base (5000m), começa a ascensão, que se dá por um vale com uma leve inclinação. No caminho há sinalizações de totem de pedra.

    Há um acampamento intermediário que pode ser feito a 5500 metros e que pode ser útil para a realização de aclimatação. Leia os artigos do site AltaMontanha sobre este tema em sua seção de artigos de saúde.

    No entanto a distância entre este acampamento e o acampamento alto é curta. Se estiver aclimatado, em menos de uma hora e meia se cobre a distância entre este acampamento e o acampamento mais alto a 5950 metros.

    O ataque ao cume se dá subindo uma crista que fica na esquerda da "pala" que é vista desde este acampamento de 5950 metros. Se nevado o caminho é fácil, se estiver seco ele será caracterizado pela presença de "acarreos" que são rochas soltas que dificultam a progressão.

    Num determinado momento a ascensão se dá por uma canaleta também repleta de acarreos que termina numa altitude de 6 mil metros, onde fica a primeira ruína arqueológica de grande altitude na montanha. Trata-se de pequenas casinhas de pedra com madeira.

    A partir dali tudo fica mais fácil e rapidamente se chega ao sub cume, onde estão as ruínas de onde foram retiradas as múmias das crianças incas. Ali você estará na base de um rochedo, que pode ser escalado com facilidade. No topo está o livro de cume deixado pelo projeto patrocinado pelo banco do Chile.

    Trajeto:

    • Salta - Caipe - Rota argentina
    • Salta - Mina Casualidad - Face Sul
    • Las Zorritas - Rota chilena
    Rotas disponíveis:
    • Rota Normal Argentina (por Gerardo Vilches)
    • Descida da Rota Normal Argentina
    • Rota Normal Chilena
    • Face Sul
    Equipamentos necessários:

    Leia mais:


    Veja esse roteiro no Google Earth:

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