Nanga Parbat - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Nanga Parbat
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Trekking leve
Montanhismo difícil

País - Paquistão Bookmark and Share

Nanga Parbat

Altitude Máxima: 8126 metros.

Altitude Mínima: 1000 metros em Chilas

Temporada ideal: Junho até Agosto

Outros locais do roteiro:

  • Nanga Parbat
  • Rackiot Peak
  • Chongra Peak
  • Rupal Peak
  • Mazeno Peak
  • Forma da obtenção dos dados:

    Georreferenciamento em Abril de 2010 por Pedro Hauck

    Mais informações sobre este roteiro:


    O Nanga Parbat está localizado nos territórios do Norte (Northern Areas) do Paquistão, sendo a parte mais ocidental dos Himalaias.É a nona montanha mais alta do mundo e a segunda mais alta do Paquistão, logo depois do K2.

    Foi palco de algumas das escaladas mais extremas da história do montanhismo, a começar por sua conquista em 1953, em solo por Hermann Buhl na face norte, a primeira ascenção da face Rupal (sul) em 1970 pelos irmãos Günther e Reinhold Messner, passando também pela escalada solo de Messner, abrindo a Face Diamir (Oeste) em 1978 e a mais recente escalada em estilo alpino de Vince Anderson e Steve house no Pilar Central da face Rupal.

    Estas escaladas épicas até hoje inspira montanhistas ousados, tanto que muitos consideram o Nanga Parbat como a montanha de oito mil metros mais difícil do mundo, talvez somente atrás do K2 por conta de seu histórico macabro.

    A verdade é que o Nanga Parbat é uma montanha espetacular, seja por que está isolada das demais montanhas de oito mil, ou porque apresenta feições morfológicas dignas de uma montanha de respeito, como sua face Sul, que tem mais de 4 quilômetros de altura e é considerada a maior parede do mundo!

    O nome Nanga Parbat significa em hindi/urdu “montanha nua”, devido às rochas expostas em sua gigantesca face Sul. Sua face norte apresenta um desnível muito grande também, mas ela se difere da face Sul por conta de seus seraks e geleiras, pois é a face que mais recebe neve no inverno.

    Os montanhistas, antes da segunda Guerra, estavam convictos que só poderiam alcançar o cume da montanha através da face norte, alcançando o Rackiot Peak (7010m) e depois de um grande filo, alcançar o Nanga Parbat.

    Esta rota era muito perigosa devido aos riscos de avalanche e exposição. 31 pessoas morreram tentando escalar a montanha por lá, o que valeu o apelido de “montanha da morte” ao Nanga Parbat.

    Uma das tentativas de antes de Guerra foi da expedição alemã/italiana liderada pelo alpinista austríaco Heinrich Harrer. Esta expedição foi inteiramente presa pelas autoridades britânicas no estourar da guerra e a história de Harrer foi contato no famoso livro “Sete anos no Tibet”, que mais tarde se tornou um filme de sucesso.

    Por mais incrível que pareça, mesmo diante de todas as dificuldades, o Nanga Parbat foi a terceira montanha de oito mil metros escalada pelo homem, logo atrás do Annapurna (1950) e Everest, em 1953, ano que Hermann Buhl galgou sozinho o cume do Nanga, após ter bivacado uma noite acima dos oito mil, sem ter usado oxigênio suplementar, numa das histórias mais extremas do montanhismo. Sua rota foi apenas repetida uma vez, por eslocavos em 1971.

    Por se tratar de uma montanha com tantas dificuldades, poucas expedições tentam escalá-la, sendo que suas bases são mais freqüentadas por trekkers do que por montanhistas propriamente ditos.

    Isto não se deve apenas ao fato da montanha ser muito difícil, mas também pelo fato de que, por qualquer lado, o Nanga Parbat é muito bonito, sendo rodeado por campos, pequenas florestas, cortados por rios caudalosos e habitados por uma população que vive de seus meios tradicionais, numa paisagem muito pitoresca e agradável. Aqui no Rumos possuímos três rotas por vales diferentes no Nanga Parbat.

    Ambos os caminhos têm como ponto de partida a cidade de Gilgit ou Chilas, que fica ao lado da Karakoram Highway, no norte do Paquistão. Locais que são de fácil acesso por ônibus ou transporte particular desde Islamabad.

    Face Norte – Vale do Rackiot

    O vale do Rackiot é acessado desde a ponte Raikot, na Karakoram Highway. Dali sai a estrada de terra chamada de Fairy Meadows Road, que vai até o vilarejo de Tatu, onde começa o trekking por um belo bosque que chega até o acampamento base no glaciar Rackiot. Este caminho é muito utilizado por trekker´s e conta com chalets e outras estruturas.

    Face Sul – Vale Rupal

    Na Karakoram Highway, logo após a ponte Raikot, há um desvio para direita, que cruza o rio Indo e vai até a cidade de Astore, passando pelo vale de mesmo nome, onde você passará por desfiladeiros que assusta muitos motoristas. A estrada é de terra e vive com problemas de deslizamento.

    Logo após Astore, há uma ponte que atravessa o vale e uma estrada precária leva até Zaipur/Tarashi, base do trekking. De lá até o acampamento base da face Rupal não é muito longe.

    Face Oeste – Vale Diamir

    Este caminho é o mais usual para os montanhistas. Apesar de ter sido conquistado depois, a face Diamir é a mais segura e por conta disso é a mais escalada. Seu acesso se dá pela vila de Bunar, ao lado da Karakoram Highway. Ali começa uma estrada que dá acesso à vila de Halaley, logo após à ponte de mesmo nome, que por fim dá acesso ao vale do Diamir.

    É impressionante que estes locais super remotos, aonde não chega veiculo motorizado, é habitado, até mesmo em zonas próximas a geleiras. Mostrando que na verdade, a montanha não é selvagem. A novidade, no entanto, é a motivação de escalar elas, já que os povos que habitam a região não têm este costume, que é europeu, mas que hoje movimenta a economia da região que é disputada entre a Índia e o Paquistão.

    Fotos: Summitpost


    Veja esse roteiro no Google Earth:

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