Vulcão Villarrica - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Vulcão Villarrica
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Montanhismo fácil

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Vulcão Villarrica

Altitude Máxima: 2843 metros.

Altitude Mínima: Aproximadamente 1450 metros na base do Andarivel

Temporada ideal: É recomendado entre os meses de setembro à abril, porém, pode ser escalada o ano todo, desde que as condições climáticas permitam

Outros locais do roteiro:

  • Osorno
  • Lanin
  • Forma da obtenção dos dados:

    Dados obtidos por Hilton Benke em abril de 2007.

    Mais informações sobre este roteiro:


    O Vulcão Villarrica é um dos passeios imperdíveis da região sul chilena.

    Sua caminhada ao topo é fácil e a pendente é de baixa inclinação, raramente superando os 30º, em um gelo de excelente qualidade. Porém, nunca deixe de lembrar que mesmo sob as melhores condições, você estará caminhando sobre um terreno muito diferente do habitual, e qualquer deslize pode se transformar em tragédia.

    Sua escalada e descida levam em torno de 8 horas, sendo que este tempo pode variar muito, conforme o preparo físico da pessoa.

    Há muitas empresas de turismo que operam durante praticamente o ano todo. O preço médio cobrado pelas agências é de 70 USD (Em 2007). Porém algumas cobram mais, outras menos. Procurar e pechinchar pode ser uma boa solução. Também é bom pedir para verificar o equipamento que a empresa irá oferecer para o cliente, pois pode esfriar bastante lá em cima, e com roupas molhadas do contato com a neve, a atividade pode acabar não sendo tão prazerosa.

    Todas as empresas partem as 7 da manhã de Pucón. Os equipamentos são distribuídos ainda na cidade, e depois os clientes são transportados em vans ou micro-onibus até a base do vulcão. Algumas recomendações são feitas. E parte-se para a caminhada.

    Na base, é possível poupar cerca de uma hora de caminhada subindo com o "andarivel", (aquelas cadeirinhas que levam esquiadores mais ao alto), e este serviço custa cerca de 10 dólares (em 2007).

    Para os "pão duros", ou aqueles que gostam de caminhar, é possível seguir a pé mesmo. Este trecho é feito em morainas, não é tecnicamente difícil, porém para aqueles que não estejam ambientados, pode ser a diferença entre chegar ao topo da montanha ou não. Na dúvida, utilize o andarivel!

    A camnhada prossegue mais um pouco até chegar à base do glaciar. No gelo, tamanha a quantidade de pessoas que escalam o vulcão diariamente, chega-se a formar uma rota pré definida,

    A primeira parte do glaciar possui uma inclinação razoável, de cerca de 40º, que é vencida com muitas curvas de nível. Porém, como muitas pessoas sobem o vulcão diariamente, acaba formando um caminho e os guias acabam desobrigando as pessoas a não utilizarem seus crampons. Eu achei um método perigoso, porque um passo em falso, pode resultar em acidente. Quando falei isso a um guia, este justificou o risco pelo motivo de que as pessoas não sabem cramponar, o que acaba gerando um risco maior de acidentes com o próprio crampon (é muito comum as pessoas que não possuem técnica com este equipamento se ferirem, raspando os crampons nas pernas ou pisando sobre seus próprios pés).

    Para aqueles que não estejam acompanhados de guias, não há obrigatoriedade em seguir aquela rota, e os desvios acabam encurtando em muito a escalada. Eu particularmente, subi reto, sem utilizar as várias curvas que atenuam a subida. Aliás, mais para cima, ao encontrar um peruano que estava em solo também, resolvemos fazer uma rota em linha reta, divergindo da rota criada pelas agências, que nessa altura, seus guias já faziam cara feia para nós.

    Depois desse primeiro lance do glaciar, a subida fica mais tranqüila até o trecho final, onde existe uma rampa mais acentuada no gelo, e alguns trechos em rocha muito ruins, soltas e perigosas. O uso do capacete é essencial!

    Após 4 horas, chega-se ao cume e a cratera do vulcão. A fumarola que saí é muito fedida e chega a atrapalhar a respiração, nos fazendo tossir muito. Porém é um local completamente diferente de tudo que já havia visto! A coloração é amarelada, graças ao enxofre que se acumula na borda. Existe pedaços suspensos do glaciar, porém com muitas gretas. Não conseguimos olhar a lava, que infelizmente estava muito mais baixa que o normal, porém é comum que as pessoas consigam observar o magma.

    Ficamos cerca de 30 minutos no cume, e baixamos. A descida é feita no método "esqui bunda", o que eu considerei como uma diversão à parte, até porque, em alguns trechos tentei descer em pé, o que me fez tomar alguns tombos interessantes! Do mesmo jeito que a grande quantidade de pessoas formam um caminho para subir, na descida acaba se formando um escorregador, que deixa aqueles escorregadores de piscina no chinelo. Creio que é fácil pegar 60 km/h!

    No inverno, o Vulcão Villarica também é muito utilizado para a prática do esqui, possuindo boa infraestrutura!

    Necessidade de guia

    O único problema para escalar o vulcão é a necessidade (ultra comercial) de guias, cujas declarações da CONAF (órgão governamental que administra os parques no Chile), todo este cuidado é para evitar acidentes.

    Porém, quando estivemos em outras agências da CONAF para conseguirmos vistos para outras escaladas, não nos fora exigido nada, nem ao menos um documento que comprovasse que éramos montanhistas. Aliás, documento esse exigido pela CONAF, para que deixássemos de pagar guia.

    Na oportunidade, ao apresentar a carteirinha do Clube Paranaense de Montanhismo, fui liberado da obrigação do guia. Porém, e além disso, é necessário ter todos os equipamentos para a ascensão, como crampons, piolet, e roupa para gelo.

    Não temos muita recomendação para fazer sobre as agências que exploram o local. Sugerimos que se pesquise muito, e não se contrate apenas pelo preço, mas também pelos equipamentos fornecidos, quantidade de guias e etc. Não vale a pena arriscar a vida por míseros 10 ou 20 dólares.

    Aliás, a nossa maior recomendação é para que se tome muito cuidado durante a subida, pois apesar de fácil, o gelo pode ser traiçoeiro.

    Veja esse roteiro no Google Earth:

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